Quinta, 18 Maio 2017 18:49

Esclerodermia e Disbiose intestinal Destaque

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Um estudo revelou que os indivíduos com esclerose sistêmica apresentam um microbioma intestinal diferente do de indivíduos saudáveis.

O estudo revelou que os pacientes com esclerose sistêmica, ou esclerodermia, apresentavam níveis mais elevados de bactérias que podem causar inflamação e níveis inferiores de bactérias que são consideradas como oferecendo proteção contra a inflamação, do que pessoas saudáveis. Para o estudo, contou-se com a participação de 17 pacientes com esclerose sistêmica da Universidade da Califórnia, 17 pacientes do Hospital Universitário de Oslo e 17 adultos saudáveis que serviram como grupo de controle. 

Foram coletadas amostras fecais dos participantes, as quais foram analisadas para determinar a composição e abundância bacteriana das mesmas. 

Os pacientes com esclerose sistêmica apresentavam níveis significativamente inferiores de bactérias protetoras da inflamação como Bacteroides (Universidades da Califórnia e Oslo), Faecalibacterium (Universidade da Califórnia) e Clostridium (Universidade de Oslo). Estes pacientes possuíam também níveis bastante superiores de bactérias promotoras de inflamação como a Fusobacterium (Universidade da Califórnia) em relação aos participantes do grupo de controle. A presença de níveis mais elevados da bactéria Clostridium foi associada a sintomas do trato gastrointestinal menos severos nos grupos de pacientes com esclerose sistêmica, tanto da Universidade da Califórnia como da de Oslo.

Foi verificado que os pacientes da Universidade da Califórnia apresentavam um maior desequilíbrio entre as bactérias benéficas e as nocivas, uma diferença que foi atribuída à combinação de fatores genéticos e alimentação. Os resultados sugerem que os sintomas gastrointestinais e a qualidade de vida dos pacientes com esclerose sistêmica podem ser melhorados com o reequilíbrio das bactérias intestinais através de alterações na alimentação, probióticos e mesmo transplante fecal. 

A esclerose sistêmica é uma doença autoimune que afeta os tecidos conectivos do organismo. É caracterizada pelo aumento da produção de tecido fibroso na pele e pode progredir para inflamação e atingir outros órgãos como os pulmões, coração, rins e trato gastrointestinal. 

Artigo Original

  • Volkmann, E. R., Hoffmann-Vold, A.-M., Chang, Y.-L., Jacobs, J. P., Tillisch, K., Mayer, E. A., … Braun, J. (2017). Systemic sclerosis is associated with specific alterations in gastrointestinal microbiota in two independent cohorts. BMJ Open Gastroenterology, e000134. http://doi.org/10.1136/bmjgast-2017-000134

 

Lido 141 vezes Última modificação em Quinta, 18 Maio 2017 18:57
Dr. Renato Riccio

Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

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