Terça, 13 Junho 2017 01:15

LDN como tratamento para a autoimunidade Destaque

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Enquanto a Naltrexona ainda era usada principalmente para dependência de opiáceos, no momento em que foi introduzida, um médico em Nova York, o Dr. Bernard Bihari, descobriu que ela tinha resultados benéficos para pacientes com autoimunidade, câncer e HIV ou SIDA quando tomada em doses muito menores (cerca de 4,5 mg). Daí o nome Low-Dose Naltrexone (LDN).

Essas doses mais baixas realmente aumentam o nível de endorfinas em seu corpo bloqueando seus receptores de opióides apenas brevemente quando seus níveis de endorfina são tipicamente mais altos (cerca de 3 a 4 AM). Isso indica ao seu cérebro que seus níveis são baixos, isso acaba aumentando a produção de endorfinas, e com isso, aumentando seus níveis globais.

Esse fenômeno pode ser benéfico para pacientes autoimunes devido ao fato de que as endorfinas desempenham um papel na modulação do sistema imunológico. Os pacientes autoimunes (e pacientes com câncer) geralmente apresentam níveis mais baixos de endorfinas do que pessoas sem autoimunidade (ou câncer).

Ninguém sabe exatamente como as endorfinas ajudam a modular o sistema imunológico ou por que são diminuídas em pacientes autoimunes, mas os estudos mostraram benefícios antinflamatórios e uma diminuição nos sintomas da Doença de Crohn, Esclerose Múltipla e fibromialgia em pacientes tratados com LDN. E, se você pesquisar na internet, você encontrará toneladas de histórias de sucesso [anedóticas] de pacientes e médicos que viram excelentes resultados utilizando Naltrexona com baixa dose como tratamento autoimune.

A LDN pode ser usada para qualquer condição autoimune, embora tipicamente tenha sido encontrada como sendo mais efetiva para condições dolorosas. De acordo com lowdosenaltrexone.org, pacientes e médicos viram sucesso com LDN em quase todas as doenças auto-imunes, incluindo:

  • Síndrome de Hashimoto
  • Artrite Reumatóide
  • Lúpus
  • Doença de Crohn
  • Colite ulcerativa
  • Esclerose múltipla
  • Fibromialgia
  • Síndrome da fadiga crônica
  • Doença Celíaca
  • Psoríase
  • Síndrome de Sjogren
  • Autismo
  • Esclerodermia

 

Lido 218 vezes Última modificação em Terça, 13 Junho 2017 01:26
Dr. Renato Riccio

Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Medicina Funcional e Integrativa com foco em Medicina do Estilo de Vida

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